Fé e Religião
" Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar ...
Caminham juntas Fé e Religião"
Acreditar, ainda é o melhor remédio para o corpo e para a alma.
Transformar simples objetos em símbolos de fé, faz parte da vida, da crença em algo mais.
Os objetos se transformam... quando imantados pela fé.
Estamos aqui para fazer esses objetos com carinho e bom gosto, para agradar você ou seu Santo de fé.
"Boa sorte ou Boa Fé".
terça-feira, 6 de maio de 2014
Vibrações de Preto-Velho
Quando falamos em Preto-Velho, nos vêm à mente quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade.
Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potências europeias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda e trabalho.
Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas da Colônia.
Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não ser trapos para vestir e pão para comer, quando não eram açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando feitores e senhores de engenho.
O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto e reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para Extravasar e aliviar a dor da escravidão. Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados, tornando-se referencia para os mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, também através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.
Esses são os Pretos-Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando, benzendo, aconselhando e educando aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho para trilhar.
Um Preto-velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as humilhações sofridas no passado. Preto-velho ajuda a todos, independente de cor, sexo ou religião.
A principal característica de um Preto-Velho é a de conselheiro, para alguns são como psicólogos, amigos, confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.
A figura de um Preto-Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.
O termo "Velho, Vovô, Vovó" são usados para mostrar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos contar e histórias obtidas através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto-Velho é sempre o conselho.
Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples.
Pretos-Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender e encontrar sua fé, sem julgar, mostrando que somente o Amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar a vida , elevando o espírito, fazendo com que o peso do fardo de cada um diminua progressivamente em busca da paz.
Texto retirado da Revista Espiritual de Umbanda/ ed. Escala
Fotos de Marcelo Guedes
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Uso da roupa branca na Umbanda
A Roupa Branca --Dentre os princípios da Umbanda, um dos elementos de grande significância e fundamento, é o uso da roupa branca. A cor branca é um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. A roupa branca transmite a sensação de assepsia, calma, paz espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe. A cor branca contem dentro de si todas as demais cores existentes. Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás restantes. A roupa branca usada pelos médiuns, não dará oportunidade às pessoas que adentram um terreiro,etc...de saber qual o nível social, cultural, intelectual dos médiuns que fazem parte do mesmo, pois o branco significa IGUALDADE. Essa roupa branca, é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado. Devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, devem estar sempre longe do contato direto com as forças deletérias, devem estar dentro do vestiário do terreiro ou em casa sendo lavadas. Quando essas roupas ficam velhas, estragadas, jamais deve-se jogar fora ou dar, deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium. Nunca se deve vir vestido de casa, e sim, vestir suas roupas brancas, pois se você vai trabalhar sem o banho e com roupas que andou pelas ruas, tanto o médium quanto as roupas estão impregnados de cargas fluídico-magnéticas negativas, e interferem no campo áurico e perispiritual do médium. Portanto, tomar o banho e vestir as roupas brancas é de grande importância. Além disso, o branco é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranquilidade.
Texto retirado do site "Umbanda de Luz"
Texto retirado do site "Umbanda de Luz"
domingo, 27 de abril de 2014
Umbanda, firmezas.
Este vídeo traz boas explicações sobre as firmezas de anjo de guarda e de esquerda para as pessoas praticantes da religião Umbandista, em uma linguagem simples e bem detalhada, assistam.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Quaresma, tempo de reflexão!
Somos todos irmãos e as palavras ditadas por um sacerdote, seja de qualquer religião, tornam-se sempre palavras de sabedoria e podem ser apreciadas com reflexão, por qualquer pessoa que tenha a sua crença em um mundo melhor, acima de qualquer dogma.
Quaresma, tempo de reflexão!
"A imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.
O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana."
Texto extraído da mensagem do Papa Francisco na abertura da Quaresma 2014.
Boa Fé!
"A imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.
O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana."
Texto extraído da mensagem do Papa Francisco na abertura da Quaresma 2014.
Boa Fé!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Viva Nossa Senhora dos Navegantes! Salve Iemanjá!
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| Nossa Senhora dos Navegantes |
A imagem de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida ao Brasil pelos portugueses no século XVIII. O dia do ano dedicado a Ela é o dia 02 de Fevereiro, quando acontecem procissões e homenagens em diversos pontos do país.
A imagem de Nossa Senhora, sintetiza em si o sincretismo religioso. É a pura manifestação de nossas raízes culturais, de nossa pluralidade de etnias. Nossa Senhora foi escolhida para ser sincretizada com Iemanjá por ser considerada a "Mãe" de todos os pescadores, de todos nós e nas lendas dos Orixás ela também é considerada a "Mãe de todos os Orixás"
Com sua pureza e sabedoria, predomina nos lares, para que haja a paz espiritual.
Dia de Iemanjá, ou Nossa Senhora dos Navegantes, é dia de levar flores ao mar. Na Bahia, esse dia é comemorado com muita festa, muitas oferendas, muita alegria e muito amor ao próximo.
Os pedidos e agradecimentos são feitos à beira do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia, uma vila de pescadores que desde 1923 realiza essa festa em agradecimento a Mãe D'água pelos peixes trazidos depois dos pedidos dos pescadores à Rainha do Mar.
Salve Iemanjá!
texto extraído da Revista Espiritual de Umbanda 01
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
É preciso Evangelizar
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| Casa da Vó Maria das Matas Virgens |
Realizar uma palestra de evangelização antes da gira mediúnica é a melhor forma de prepararmos as pessoas e o ambiente para uma melhor atenção dos trabalhos.
" Evangelho significa Boa Nova"
Quando o mestre Jesus esteve encarnado no planeta Terra, encontrou os romanos dominadores preocupados em negociar favores com seus deuses e a maioria dos judeus esquecidos da essência dos ensinamentos trazidos por Moisés, praticando seus rituais de forma superficial. Era preciso reformar a sociedade, trazendo de volta, a consciência dos valores espirituais. Foi por isso que, do ventre do povo hebreu, nasceu " Aquele" que viria mudar o rumo da história planetária.
Um revolucionário? Com certeza. Mas sua ideologia, fortalecida por seus exemplos santificados, era a de que a verdadeira transformação começa dentro de cada um de nós, na conquista do Reino de Deus.
É claro que em outras épocas, outros mestres também trouxeram a Boa nova, ensinando aos encarnados que, acima da transitoriedade da existência terrena, existe a imutabilidade da Realidade Divina.
Krishna, Lao-Tsé, Buda, entre outros, também trouxeram a Boa Nova, adaptada ao grau de evolução da época em que viviam. E hoje??? Percebemos claramente que nossa sociedade vive, de modo geral, distanciada dos valores espirituais. A maioria ainda vive em um estágio infantil de amadurecimento espiritual psicológico. O que devemos fazer?
" A missão do Umbandista"
A Umbanda é uma religião essencialmente universalista. Apesar de possuir sua própria doutrina sagrada, podemos encontrar entre os adeptos, sejam eles médiuns ou não, estudiosos do budismo, do hinduísmo, do espiritismo, etc. Da mesma forma, encontramos espíritos que, apesar de apresentarem seu períspirito ( corpo astral ) plasmado sob uma das três principais formas arquétipas do movimento umbandista ( criança, caboclo ou preto velho ), podem ter vivido em sua última encarnação como monges tibetanos ou mestres hindus, por exemplo. Isso se deve ao fato de que a essência dos ensinamentos de cada religião vem da mesma fonte, que é Deus, o princípio de toda sabedoria.
Entendemos que a Umbanda é uma religião rica em ensinamentos espirituais e em valores morais, que podem realmente colaborar com o crescimento de cada indivíduo, a fim de reformar a sociedade.
Para isso não é necessário que se tornem "santos", a fim de colaborar com a eficiência na construção de um mundo melhor. Lembremos que Jesus escolheu para seus discípulos, humildes pescadores...
Muitas pessoas chegam aos templos de Umbanda aguardando ansiosamente pelo "passe" e pela consulta com os "guias" para irem embora, esperando, da noite par o dia, que algo aconteça em suas vidas. Se for " macumba", o caboclo vai desmanchar; se for falta de emprego, o Éxú vai arrumar...pensam elas. Mas e daí? Será que ela sai de lá mais esclarecida sobre seus erros? Mais consciente sobre a importância da conquista de valores morais? Com certeza, a maioria não. É claro que nossos queridos mentores espirituais, adaptam seus ensinamentos ao grau de evolução de cada irmão necessitado, sempre procurando passar suas orientações, de forma sutil. E mesmo que muitos não os compreendam, escravos que são de suas próprias aflições, nossos "guias" continuarão a praticar a caridade. Mas é preciso construirmos uma Nova Era.
"Preparação Espiritual"
Nossos irmãos que visitam os templos de umbanda buscando apoio dos mentores espirituais precisam entender que, antes de entrarem em contato direto com os espíritos, através da consulta, precisam criar um campo psico emocional mais elevado, dentro de suas próprias capacidades. Desta forma, eles estarão mais preparados para compreender a profundidade dos ensinamentos de um Preto-velho, por exemplo. Hoje, o Mestre, apenas pede de nós, um pouco mais de humildade, que carreguemos a cruz da renúncia e de trabalho por amor ao próximo, levando Sua mensagem a todos.
texto extraído da Revista Espiritual de Umbanda 02
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