Boiadeiros!!!!!- Os guias dos sertões, o autentico mestiço brasileiro, fruto da mistura entre o branco, o índio e o negro.
Com um olhar mais profundo sobre suas características, chega-se a conclusão de que o Boiadeiro representa a síntese de toda a mistura de raças, da miscigenação do povo brasileiro, com seus costumes, superstições, crendices e fé.
Para entendermos melhor a origem e a forma como alguns guias e entidades apresentam-se na Umbanda, precisamos voltar nosso olhar a toda uma origem étnica e sociocultural de nosso povo e suas manifestações, que sofreu diversas influencias: do índio nativo, dos negros africanos, dos europeus, turcos, ciganos, entre tantos outros povos que, durante toda a fase de desenvolvimento do Brasil, tiveram sua parcela de colaboração nas atividades aqui praticadas, tanto físicas, materiais, quanto espirituais.
Boiadeiros estão inseridos no segmento dos Caboclos, pois se apresentam como trabalhadores da zona rural, mas também podem ser classificados em outra categoria conforme o terreiro onde se apresentam. No terreiro de Umbanda, os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxóssi. Representam a natureza empreendedora dos homens, mas também sua simplicidade e persistência, mostrando o jeito de ser e a história do típico homem do sertão, nosso "Caboclo Sertanejo".
Nesse sentido, podemos vê-los como vaqueiros, laçadores, peões de boiada e violeiros. É o autentico mestiço brasileiro, fruto da mistura entre branco e índio, índio e negro, etc.
Sempre respeitaram a natureza, e como os índios, aprenderam a manipula-la através das ervas e plantas, utilizando-as para a cura, com os negros conheceram o culto aos Orixás, as mirongas e feitiços, mas também aprenderam com os brancos sua religião depois misturada através do sincretismo.
Nos rituais dos terreiros, os Boiadeiros descem em seus médiuns como se estivessem laçando gado, sempre dançando e gritando muito, criando assim seu ambiente de trabalho e vibração. Ao iniciarem a sessão, estalam seus chicotes e movimentam seus laços, quebrando energias negativas e descarregando os médiuns e assistência, sempre buscando o fortalecimento da mediunidade e abrindo os caminhos, protegendo a todos com sua vibração.
"Getuá Boiadeiro!!!!!"
Texto retirado da revista espiritual de Umbanda - Editora Escala
Fé e Religião
" Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar ...
Caminham juntas Fé e Religião"
Acreditar, ainda é o melhor remédio para o corpo e para a alma.
Transformar simples objetos em símbolos de fé, faz parte da vida, da crença em algo mais.
Os objetos se transformam... quando imantados pela fé.
Estamos aqui para fazer esses objetos com carinho e bom gosto, para agradar você ou seu Santo de fé.
"Boa sorte ou Boa Fé".
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Dia 26 de julho comemora-se dia de Santa Ana sincretizada com Nanã
Dia de Nanã na Umbanda - Dia de Santa Ana - 26 de Julho
O Orixá Nanã sincretiza com Nossa Senhora de Santa Ana, avó de Jesus, por ser caracterizada como uma Iabá anciã, já que é a força da natureza feminina mais antiga na criação divina. ...Para alguns, Nanã, é a “Senhora dos Mistérios”, pois Nanã teve participação ativa na criação do mundo.
Tanto é assim, que se louva Nanã no ponto como: "Se minha Mãe é Saluba... O Orixá mais velho do céu..."
O Orixá Nanã é primordial, é a energia que dá origem ao mundo, é a energia que é Criadora, é representativa da junção do elemento Terra e Água, que gera o elemento primordial de onde surgiu toda a vida no Planeta Terra. Da lama, do barro, surgiu a primeira manifestação de vida no planeta. Dessa energia que surge toda a vida e é para essa energia que volta toda a vida quando finda a encarnação.
Nanã Buruquê, ou Burucu, ou Anemburoquê, é o Orixá feminino do fundo das águas de lago ou mar, do lodo e da lama, e da velhice. É o mais velho orixá feminino; mãe de todos os orixás. Em alguns mitos, é esposa de Oxalá e está ligada à criação do mundo. Nanã sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza.
Nanã é quem participa na formação da vida, é o princípio, o meio e o fim da Criação, tem o poder de dar vida e forma aos seres humanos. É ela que manipula o elemento água e terra formadores da vida na Terra. Tanto é assim que seu elemento natural é a lama dos pântanos, as águas paradas da natureza.
Regula tanto o nascimento quanto a morte do ser encarnado. Nanã responde, juntamente com Obaluaiê pelo equilíbrio energético da matéria e do espírito. A energia regida por Nanã é muito utilizada nos problemas espirituais, desmanchando miasmas e obsessões, bem como se deve invocá-la nos processos cirúrgicos.
É o Orixá que tem forte ligação com os “eguns” (espíritos dos mortos), já que é associada com a criação e a morte dos seres vivos. Somente através da morte do corpo poderemos voltar a nascer, ter outra vida, uma nova encarnação, um novo destino, e nesse processo a energia responsável por essa transformação contínua é a que vem através de Nanã.
No processo de encarnação do espírito, Nanã atua junto com a energia de Obaluaiê na preparação e adormecimento do espírito que irá ocupar novamente uma matéria. Obaluaiê é responsável pelo processo energético de redução do períspirito à forma do feto, enquanto Nanã responde pelo adormecimento emocional do espírito, decantando as emoções desse espírito para uma nova experiência na matéria, fazendo com que esse espírito reencarnante não tenha lembranças de nada que vivenciou anteriormente.
Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a “memória” dos seres. Por isso, é o Orixá que rege a velhice, a senilidade, por estar associada à época de nossas vidas em que já começamos a não ter lembrança de tudo que nos acontece. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.
Saudação: Saluba Nanã
Data Comemorativa: 26 de julho
Sincretismo: Senhora Santa Ana
Salve Nanã, Saluba Nanã, que a vossa força possa revitalizar nossas vidas, que vossa Luz conduza nossos destinos e que seus guardiões esteja sempre à nossa frente nos defendendo de quem nos deseje mal. Saluba Nanã.
Santa Ana ou Santana
(Mãe da Virgem Maria)
Mulher nazarena que apesar de não ser mencionada nos Evangelhos, pela tradição da Igreja Católica seria a mãe da Virgem Maria e, portanto, avó materna de Jesus Cristo. De acordo com a tradição, era filha de Natã, sacerdote belemita, e de Maria, e foi a mais jovem de três irmãs bíblicas. Suas outras irmãs mais velhas seriam Maria de Cleofas, mãe de Salomé, e Sobé, mãe de santa Isabel, que geraria são João Batista. Casou-se com são Joaquim e por muitos anos permaneceu estéril, só dando a luz a Maria em idade avançada. Teria morrido pouco depois de apresentar Maria no Templo, consagrando-a a Deus, quando a filha contava apenas três anos de idade. Seu culto difundiu-se no Oriente, e no século VI o imperador Justiniano mandou erguer-lhe um templo em Constantinopla. Nos séculos seguintes a veneração expandiu-se também pela Europa. Em uma bula (1584) o papa Gregório XIII instituiu que sua festa seria comemorada no dia 26 de julho, mês que passou a ser denominado mês de sant'Ana. Venerada como padroeira das mulheres casadas, especialmente das grávidas, cujos partos torna rápidos e bem-sucedidos, é também protetora das viúvas, dos navegantes e marceneiros.
texto retirado de: umbandareligiao.blogspot.com.br
O Orixá Nanã sincretiza com Nossa Senhora de Santa Ana, avó de Jesus, por ser caracterizada como uma Iabá anciã, já que é a força da natureza feminina mais antiga na criação divina. ...Para alguns, Nanã, é a “Senhora dos Mistérios”, pois Nanã teve participação ativa na criação do mundo.
Tanto é assim, que se louva Nanã no ponto como: "Se minha Mãe é Saluba... O Orixá mais velho do céu..."
O Orixá Nanã é primordial, é a energia que dá origem ao mundo, é a energia que é Criadora, é representativa da junção do elemento Terra e Água, que gera o elemento primordial de onde surgiu toda a vida no Planeta Terra. Da lama, do barro, surgiu a primeira manifestação de vida no planeta. Dessa energia que surge toda a vida e é para essa energia que volta toda a vida quando finda a encarnação.
Nanã Buruquê, ou Burucu, ou Anemburoquê, é o Orixá feminino do fundo das águas de lago ou mar, do lodo e da lama, e da velhice. É o mais velho orixá feminino; mãe de todos os orixás. Em alguns mitos, é esposa de Oxalá e está ligada à criação do mundo. Nanã sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza.
Nanã é quem participa na formação da vida, é o princípio, o meio e o fim da Criação, tem o poder de dar vida e forma aos seres humanos. É ela que manipula o elemento água e terra formadores da vida na Terra. Tanto é assim que seu elemento natural é a lama dos pântanos, as águas paradas da natureza.
Regula tanto o nascimento quanto a morte do ser encarnado. Nanã responde, juntamente com Obaluaiê pelo equilíbrio energético da matéria e do espírito. A energia regida por Nanã é muito utilizada nos problemas espirituais, desmanchando miasmas e obsessões, bem como se deve invocá-la nos processos cirúrgicos.
É o Orixá que tem forte ligação com os “eguns” (espíritos dos mortos), já que é associada com a criação e a morte dos seres vivos. Somente através da morte do corpo poderemos voltar a nascer, ter outra vida, uma nova encarnação, um novo destino, e nesse processo a energia responsável por essa transformação contínua é a que vem através de Nanã.
No processo de encarnação do espírito, Nanã atua junto com a energia de Obaluaiê na preparação e adormecimento do espírito que irá ocupar novamente uma matéria. Obaluaiê é responsável pelo processo energético de redução do períspirito à forma do feto, enquanto Nanã responde pelo adormecimento emocional do espírito, decantando as emoções desse espírito para uma nova experiência na matéria, fazendo com que esse espírito reencarnante não tenha lembranças de nada que vivenciou anteriormente.
Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a “memória” dos seres. Por isso, é o Orixá que rege a velhice, a senilidade, por estar associada à época de nossas vidas em que já começamos a não ter lembrança de tudo que nos acontece. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.
Saudação: Saluba Nanã
Data Comemorativa: 26 de julho
Sincretismo: Senhora Santa Ana
Salve Nanã, Saluba Nanã, que a vossa força possa revitalizar nossas vidas, que vossa Luz conduza nossos destinos e que seus guardiões esteja sempre à nossa frente nos defendendo de quem nos deseje mal. Saluba Nanã.
Santa Ana ou Santana
(Mãe da Virgem Maria)
Mulher nazarena que apesar de não ser mencionada nos Evangelhos, pela tradição da Igreja Católica seria a mãe da Virgem Maria e, portanto, avó materna de Jesus Cristo. De acordo com a tradição, era filha de Natã, sacerdote belemita, e de Maria, e foi a mais jovem de três irmãs bíblicas. Suas outras irmãs mais velhas seriam Maria de Cleofas, mãe de Salomé, e Sobé, mãe de santa Isabel, que geraria são João Batista. Casou-se com são Joaquim e por muitos anos permaneceu estéril, só dando a luz a Maria em idade avançada. Teria morrido pouco depois de apresentar Maria no Templo, consagrando-a a Deus, quando a filha contava apenas três anos de idade. Seu culto difundiu-se no Oriente, e no século VI o imperador Justiniano mandou erguer-lhe um templo em Constantinopla. Nos séculos seguintes a veneração expandiu-se também pela Europa. Em uma bula (1584) o papa Gregório XIII instituiu que sua festa seria comemorada no dia 26 de julho, mês que passou a ser denominado mês de sant'Ana. Venerada como padroeira das mulheres casadas, especialmente das grávidas, cujos partos torna rápidos e bem-sucedidos, é também protetora das viúvas, dos navegantes e marceneiros.
texto retirado de: umbandareligiao.blogspot.com.br
quinta-feira, 24 de julho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Catálogo de artesanatos de Coisas de Santo
Embalados pela música Muito Obrigado Axé cantada por Ivete Sangalo e com participação de Maria Bethânia, você poderá ter uma amostra dos artesanatos de Fé.
Boa sorte e Boa Fé!
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Bijuterias e Biojóias
Peças exclusivas com cristais, porcelana, sementes certificadas, fios de buriti, palha de arroz, etc.
Coleção 2014:
Coleção 2014:
Brincos em madrepérola e cristais
sábado, 24 de maio de 2014
Colares ou guias usadas na Umbanda
" Um colar só se torna uma "Guia" depois de consagrado.
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| Cristal, porcelana, miçanga de vidro. |
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| Guia com pingente de São Jorge |
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| Guia para Linha de Esquerda |
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| Guia de Erê |
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| Guias de miçangas de vidro e pingentes |
| Guia de Ogum com Oxum |
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| Guias de Oxalá em cristal e porcelana |
| Guia das 7 linhas |
| Guia Corrente das crianças. |
| Guia de Oxalá |
| Guia de miçangas brancas |
| Guia com sementes de Santa Bárbara |
| Guia de Preto-velho |
| Guia de cristal vermelho ( Ogum) |
| Guia de coquinho |
| Guia de coquinho e cristais: linha dos Baianos |
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| Guias ou colares de pedras variadas |
| Guia de sementes olho de boi e olho de cabra |
| Guia de conchas |
| Guia de conchas |
| Guia de sementes olho de cabra |
| Guias de miçangas |
terça-feira, 6 de maio de 2014
Vibrações de Preto-Velho
Quando falamos em Preto-Velho, nos vêm à mente quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade.
Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potências europeias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda e trabalho.
Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas da Colônia.
Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não ser trapos para vestir e pão para comer, quando não eram açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando feitores e senhores de engenho.
O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto e reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para Extravasar e aliviar a dor da escravidão. Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados, tornando-se referencia para os mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, também através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.
Esses são os Pretos-Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando, benzendo, aconselhando e educando aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho para trilhar.
Um Preto-velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as humilhações sofridas no passado. Preto-velho ajuda a todos, independente de cor, sexo ou religião.
A principal característica de um Preto-Velho é a de conselheiro, para alguns são como psicólogos, amigos, confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.
A figura de um Preto-Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.
O termo "Velho, Vovô, Vovó" são usados para mostrar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos contar e histórias obtidas através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto-Velho é sempre o conselho.
Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples.
Pretos-Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender e encontrar sua fé, sem julgar, mostrando que somente o Amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar a vida , elevando o espírito, fazendo com que o peso do fardo de cada um diminua progressivamente em busca da paz.
Texto retirado da Revista Espiritual de Umbanda/ ed. Escala
Fotos de Marcelo Guedes
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