" Bendito sois, Senhor Deus meu, porque não permitistes que eu fosse despedaçado pelos dentes daqueles que me queriam e buscavam, nem consentiste que meus inimigos ficassem alegres com a vitória: porque livraste a minha alma, como pássaro do laço dos caçadores. Pois agora, Senhor, também me ouvi, sede comigo nesta última hora, e livrai a minha alma da maldade dos malignos espíritos. Recebei, Senhor, a minha alma com aqueles que desde o princípio do mundo vos serviram, e esquecei-vos de todos os meus pecados, que eu voluntariamente, ou por ignorância cometi"
Acabando de dizer isso, estendeu o pescoço com alegria e foi degolado, entregando sua alma nas mãos dos anjos em 23 de Abril do ano 303 DC.
O culto a São Jorge espalhou- se imediatamente por todo o Oriente. No século V , já haviam cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a Ele. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na idade média, as cruzadas colocaram São Jorge à frente de suas milícias, como Patrono da Cavalaria.
O SINCRETISMO
Desde o momento em que os antigos indígenas tomaram contato com as tradições religiosas dos colonizadores portugueses através da catequese, passou a ocorrer o fenômeno do sincretismo. Os africanos trazidos aqui para o Brasil como escravos, não podiam realizar seus cultos, seus rituais, proibidos pelos senhores de escravos, por serem considerados "demoníacos". Para poderem continuar professando sua fé, não puderam fazer outra coisa senão relacionar seus Orixás aos Santos Católicos dos senhores brancos. A Umbanda conseguiu juntar as práticas populares com o cristianismo e as influencias negras, mantendo o sincretismo religioso.
Algo muito importante e que deve ser entendido com clareza, é a diferença entre os Orixás e os Santos com que são sincretizados. Orixás são energias de grande vibração, divindades responsáveis pela Natureza como um todo, que cuidam dos seres que nela habitam, crescem e evoluem constantemente. Por serem responsáveis pela evolução da vida e dos seres viventes do planeta, estão mais próximos de nós. Um Orixá é em si uma qualidade divina, manifestando sua natureza e seus sentidos; são geradores naturais e regentes das naturezas. Os Santos, simplificando, foram pessoas físicas, como nós, que um dia viveram na Terra.
Ogum, iê! Assim, os filhos de Ogum saúdam o seu Orixá. Ogum, o fogo sagrado, o fogo da salvação e da glória. É a linha das demandas da fé, das aflições e das lutas. É a divindade que, no sentido místico, protege os guerreiros.
Coragem, determinação e proteção espiritual é o que precisamos para prosperar tanto no plano material quanto no espiritual. E Ogum nos auxilia nesse caminho. Ele é um dos Orixás mais cultuados pelos brasileiros, como podemos notar nos costumes adotados por muitos de manter imagens de São Jorge ( o santo católico com ele sincretizado) nos lares e ambientes de trabalho. Esse poderoso Orixá, amigo de Oxóssi, é conhecido como vencedor de todo tipo de demanda. É o Orixá da guerra, que representa o confronto e protege seus filhos em qualquer situação perigosa. É o desbravador dos caminhos, das entradas e saídas das vilas e cidades. Foi o primeiro ferreiro, aquele que descobriu a fundição e inventou as ferramentas.
Orixás, dentro do culto Umbandista, não são incorporados. O que se vê dentro de vários terreiros, centros e tendas, são os falangeiros, espíritos de grande luz que trabalham sob as ordens dos Orixás.
Os filhos de Ogum são pessoas corajosas, curiosas e resistentes, que buscam incansavelmente o aprimoramento. Competitivos, não admitem derrotas e a energia nervosa que acumulam pode ser muito bem empregada se for descarregada em esportes ou outras atividades que impliquem o desgaste físico. O arquétipo de comportamento de um filho de Ogum está associado a impulsividade, porque é dado a brigas e a medição de forças. Apreciam as novidades tecnológicas e os novos caminhos da ciência. Os filhos de Ogum são inimigos inseparáveis, sinceros e leais.
texto retirado da Revista Espiritual de Umbanda- Editora Escala / imagens retiradas da internet
Fé e Religião
" Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar ...
Caminham juntas Fé e Religião"
Acreditar, ainda é o melhor remédio para o corpo e para a alma.
Transformar simples objetos em símbolos de fé, faz parte da vida, da crença em algo mais.
Os objetos se transformam... quando imantados pela fé.
Estamos aqui para fazer esses objetos com carinho e bom gosto, para agradar você ou seu Santo de fé.
"Boa sorte ou Boa Fé".
quinta-feira, 23 de abril de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
Lições para a cura do corpo através da fé e do pensamento -02
Chama-se "O médico Jesus" do autor José Carlos de Lucca da EBM Editora.
Gostaria muito de dividir com meus amigos leitores desse blog, alguns trechos do livro que me ensinaram muito, afinal aprendemos todos os dias algo novo, e penso que esse livro pode trazer algo a vocês como aconteceu comigo nesse momento da minha vida.
Vamos lá:
"Para se curar, você precisará muito mais do que médicos, remédios,
exames, dietas e cirurgias. Terá que se olhar frente a frente no espelho
da própria consciência e, sem nenhuma culpa, descobrir o motivo
pelo qual precisou adoecer.
Não raro, criamos, inconscientemente, nossas próprias doenças
para satisfazer certas necessidades emocionais que não estavam sendo
atendidas por outras vias.
Vamos mergulhar nas camadas mais profundas do nosso ser e verificar
quais são essas necessidades psicológicas e procuremos atendelas
de maneira saudável, sem a necessidade da doença. Pode ser que
você esteja odiando seu emprego, seu casamento ou esteja precisando
de atenção de alguém que lhe é muito especial, por exemplo.
Você não é o super-homem ou a mulher-maravilha, você é apenas
um ser humano com infinitas possibilidades, mas também com necessidades
que precisam ser atendidas. A doença apenas esta querendo mostrar
as carências da sua alma."
*************************************
"O Médico Jesus prescreveu o conhecimento da verdade como o
caminho da nossa libertação7. Qual a verdade sobre a sua doença?
Por que motivos você precisou adoecer? O que você está querendo dizer as
pessoas a sua volta com a sua enfermidade?
Ao descobrirmos essas verdades, poderemos encontrar outros
meios menos dolorosos para a satisfação das nossas necessidades emocionais.
E quando isso ocorre, a doença não tem mais razão de existir.
As palavras “curar” e "cuidar” tem a mesma raiz etimológica. Toda cura
pressupõe um cuidado. A doença chegou para dizer que algo esta precisando
ser cuidado em você."*****************************************
"Você tem experimentado raiva, frustração, pavor, ressentimento,
culpa e autodesprezo. Tem experimentado os reflexos físicos desses sentimentos
negativos que intoxicam seu corpo espiritual e descem para os
níveis físicos em formas de doenças das mais variadas espécies.
Chegou a hora de você experimentar o amor como o elixir capaz
de restaurar a saúde espiritual. Chegou a hora de você inverter a polaridade
negativa que se estabeleceu em sua vida por conta das escolhas
que tem feito até agora. Mude o botão da sintonia.
O amor não é material, é sentimento que se converte na mais poderosa
energia de vida. Sentimos amor todas as vezes que manifestamos
compaixão, doação, bondade, perdão, alegria e paz. E quando exprimimos
amor, todo o nosso Cosmo orgânico vibra na sua mais alta frequência,
afastando a doença e restabelecendo a saúde e o bem-estar."
sábado, 7 de março de 2015
Lições para a cura do corpo através da fé e do pensamento - 01
Chama-se "O médico Jesus" do autor José Carlos de Lucca da EBM Editora.
Gostaria muito de dividir com meus amigos leitores desse blog, alguns trechos do livro que me ensinaram muito, afinal aprendemos todos os dias algo novo, e penso que esse livro pode trazer algo a vocês como aconteceu comigo nesse momento da minha vida.
Vamos lá:
***************************************************************
Quando estamos em um lugar que nos desagrada e nos provoca
algum sofrimento, a solução mais lógica é deixarmos esse local. Quando
pretendemos chegar a uma cidade ao norte e pegamos uma estrada
ao sul, precisamos fazer uma conversão para alcançar a rodovia correta.
Na enfermidade ocorre a mesma coisa. A doença é um aviso de
que estamos dirigindo o carro da nossa vida pela estrada errada, e geralmente
essa estrada se chama “desequilíbrio". Por isso, não há cura
verdadeira sem mudança de estrada, sem uma conversão de nossa parte.
Desacelere o carro da sua vida, faça uma parada. Se você continuar
correndo desse jeito vai se arrebentar na primeira curva das dificuldades.
Reflita sobre seus atos e caminhos, sem nenhum propósito, de se
culpar pelo que tem feito O objetivo é torna-lo consciente das escolhas
que tem feito, estimulando-o a tomar uma nova estrada que o levará ao
destino da saúde e da felicidade.
***********************************************************
Se a doença o visitou, não pense que você esteja sendo punido por
Deus. Se quiser se curar pare de pensar em castigo, porque castigo é
maldade e maldade não tem poder de curar coisa alguma.
Pense na doença como uma professora de seu aprimoramento espiritual,
como alguém que veio salvar de um caminho perigoso em que
você se conduzia e não percebia que estava prestes a cair no precipício.
A doença é o caminho que poderá levá-lo a uma vida mais saudável e
feliz, desde que não mergulhe nas águas da revolta e do desespero. Você
acha que Deus não está interessado na sua felicidade?
A palavra vingança não existe nos Códigos Divinos. Deus nos
ama, sobretudo quando estamos frágeis e precisando de ajuda, como
agora. Qual o pai amoroso que não faria qualquer coisa para resgatar o
filho em perigo?
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Pingente de Geodo
sábado, 15 de novembro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Sincretismo: São Jeronimo ou São João?
Sincretismo de São João com Xangô
Breve biografia de São João
São João Batista nasceu no dia 24 de Junho. Era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. Nasceu com a missão de preparar o caminho para a chegada do Messias. Por esse motivo, a imagem de são João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo, pois foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus, o Cristo Jesus.
Diz a história bíblica, que na antiga Judéia, as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas combinaram que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade acendendo uma fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João Batista.
É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, "estremecendo de alegria" na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel. O evangelho de são Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó. Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.
Crítico da hipocrisia e da imoralidade, João Batista condenou publicamente o fato de o rei ser amante da própria cunhada, Herodôades. Salomé, filha de Herodôades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja. João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita. Podemos dizer até, que ele, João, seria o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios daquela época.
O valor simbólico e filosófico de João Batista, portanto, ultrapassa completamente o dogma católico: João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava que o que viria depois dele "batizaria com fogo", isto é, o Espírito Santo.
João Batista é o único santo, além de Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a carne. Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de são João batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obediência, e pobreza. Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de são João Batista devem tornar-se para os homens de hoje sinais do Reino e anunciar os caminhos do senhor, a exemplo do seu padroeiro.
Deste modo, o simbolismo de "Yohanan" (João em hebraico) ganha, com os séculos, uma poderosa força, que a cultivada por várias correntes gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários e templários, desde a sua origem, invocam João Batista para seu patrono. Assim, são João, o fogo e o solstício de verão, no hemisfério norte, estão indissoluvelmente ligados com uma ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o "Fogo Sagrado" agirá, quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o trabalho, quer como inteligência criadora, criativa e genial, avessa a qualquer Avatar, porque não reconhece poder na Terra superior a Deus.
Anel de ligação entre a antiga e nova aliança (Moises e Jesus, respectivamente), João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo e O apresentou ao mundo.
A tradição da fogueira nasceu antes do Cristo. Queimar fogueiras, naquela época, significava saudar a chegada do verão, e apenas no século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de são João Batista. Os portugueses no Século xIII incluíram são Pedro, e Santo Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583.
O Orixá Xangô
Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante à Javé, Zeus, Odin e Tupã. Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas. A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega... Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos. Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclarecesse e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, aonde se costuma depositar oferendas é no alto de uma pedreira ou na cachoeira. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dx vida, vigor, saúde e inteligência.
No esoterismo de Umbanda Xangô é o Senhor das Almas, cujo atributo é a sabedoria a fim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua balança todas as almas. Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do que fazer cumprir a lei karmica para todos os seres viventes, ilumina o caminho a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que escravizam a consciência.
Os sincretismos de Xangô na Umbanda
No sincretismo associou-se a Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos intelectuais, dos magistrados. Já na cachoeira o sincretismo foi com são João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar. Com o poder do fogo deXangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.
Alguns dizem que São Judas Tadeu, por ter um livro na mão também pode sincretizar com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas correntes deXangô. Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, a cabeça, papéis, entregamos a linha deXangô. Xangô é o grande Rei, poderoso, autoritário, porém que tem compaixão e é justo. Xangô tem autoridade, é valente, mas tem um grande e bom coração.
O seu machado é o símbolo da imparcialidade. É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromancia, numerologia, cartomancia. Por este motivo, a linha dos ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.
texto retirado da internet
Arashakamá- Sacerdote da Cabana de Pai Pescador das Almas, atual dirigente da Umbanda do Cruzeiro do Sul
Breve biografia de São João
São João Batista nasceu no dia 24 de Junho. Era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. Nasceu com a missão de preparar o caminho para a chegada do Messias. Por esse motivo, a imagem de são João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo, pois foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus, o Cristo Jesus.
Diz a história bíblica, que na antiga Judéia, as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas combinaram que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade acendendo uma fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João Batista.
É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, "estremecendo de alegria" na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel. O evangelho de são Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó. Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.
Crítico da hipocrisia e da imoralidade, João Batista condenou publicamente o fato de o rei ser amante da própria cunhada, Herodôades. Salomé, filha de Herodôades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja. João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita. Podemos dizer até, que ele, João, seria o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios daquela época.
O valor simbólico e filosófico de João Batista, portanto, ultrapassa completamente o dogma católico: João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava que o que viria depois dele "batizaria com fogo", isto é, o Espírito Santo.
João Batista é o único santo, além de Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a carne. Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de são João batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obediência, e pobreza. Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de são João Batista devem tornar-se para os homens de hoje sinais do Reino e anunciar os caminhos do senhor, a exemplo do seu padroeiro.
Deste modo, o simbolismo de "Yohanan" (João em hebraico) ganha, com os séculos, uma poderosa força, que a cultivada por várias correntes gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários e templários, desde a sua origem, invocam João Batista para seu patrono. Assim, são João, o fogo e o solstício de verão, no hemisfério norte, estão indissoluvelmente ligados com uma ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o "Fogo Sagrado" agirá, quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o trabalho, quer como inteligência criadora, criativa e genial, avessa a qualquer Avatar, porque não reconhece poder na Terra superior a Deus.
Anel de ligação entre a antiga e nova aliança (Moises e Jesus, respectivamente), João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo e O apresentou ao mundo.
A tradição da fogueira nasceu antes do Cristo. Queimar fogueiras, naquela época, significava saudar a chegada do verão, e apenas no século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de são João Batista. Os portugueses no Século xIII incluíram são Pedro, e Santo Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583.
O Orixá Xangô
Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante à Javé, Zeus, Odin e Tupã. Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas. A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega... Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos. Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclarecesse e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, aonde se costuma depositar oferendas é no alto de uma pedreira ou na cachoeira. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dx vida, vigor, saúde e inteligência.
No esoterismo de Umbanda Xangô é o Senhor das Almas, cujo atributo é a sabedoria a fim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua balança todas as almas. Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do que fazer cumprir a lei karmica para todos os seres viventes, ilumina o caminho a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que escravizam a consciência.
Os sincretismos de Xangô na Umbanda
No sincretismo associou-se a Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos intelectuais, dos magistrados. Já na cachoeira o sincretismo foi com são João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar. Com o poder do fogo deXangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.
Alguns dizem que São Judas Tadeu, por ter um livro na mão também pode sincretizar com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas correntes deXangô. Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, a cabeça, papéis, entregamos a linha deXangô. Xangô é o grande Rei, poderoso, autoritário, porém que tem compaixão e é justo. Xangô tem autoridade, é valente, mas tem um grande e bom coração.
O seu machado é o símbolo da imparcialidade. É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromancia, numerologia, cartomancia. Por este motivo, a linha dos ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.
texto retirado da internet
Arashakamá- Sacerdote da Cabana de Pai Pescador das Almas, atual dirigente da Umbanda do Cruzeiro do Sul
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Linha das crianças - Yori
Na Umbanda, são crianças...
No Candomblé eles são Erês.....
No Catolicismo, São Cosme e São Damião.
Cosme e Damião eram irmãos gêmeos, últimos deum grupo de cinco irmãos. Como acontece com vários santos, a vida de Cosme e Damião também e cercada de lendas. Dizem que eram árabes e viveram na Sicília, as margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283 DC. Praticavam a Medicina e curavam pessoas e animais sem cobrar nada. Por terem se convertido ao cristianismo e vivido na época de maior perseguição aos cristãos, foram torturados e mortos por ordem do Imperador Deocleciano. Antes, por não abrirem mão de sua fé em Cristo, foram acorrentados e atirados do alto de rochedos sobre as ondas, quando anjos os salvaram.
O culto aos dois irmãos é bastante antigo. Conta-se que em certas igrejas fazia-se o uso de um óleo santo que tinha o poder de curar doenças e dar filhos a mulheres consideradas estéreis.
No Brasil, a devoção foi trazida pelos portugueses e misturou-se com o culto aos Orixás- meninos da tradição africana ( Ibejis). Dessa mistura, nasceu uma festa brasileira, que tem nas crianças seus personagens principais.
Hoje a festa de Cosme e Damião é uma das mais populares dos terreiros de Umbanda e Candomblé.
Os santos gêmeos são tão populares quanto Santo Antônio ou São João. No dia 27 de setembro, dia da comemoração, na Bahia, as crianças saem à rua pedindo doces e as famílias se reúnem para no almoço comerem uma comida típica chamada "caruru dos meninos".
Ibejada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis. São esses os nomes para as entidades que se apresentam de maneira infantil dando conselhos, fazendo bagunça, pedindo pirulitos, balas e guaraná para as "tias e tios" que se aproximam deles no dia de festa, em comemoração aos santos Cosme e Damião, nos terreiros espalhados pelo país.
Na tradição do Candomblé, eles são Orixás crianças, mas também representam o lado criança de cada um dos demais Orixás. Algumas lendas contam que os maçabas (irmãos gêmeos), são filhos de Yemanjá, a grande mãe, e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade a Xangô, tanto que a comida servida é a mesma que caracteriza o Orixá.
No Candomblé, como Orixá não fala, a função do Erê é dar os recados do Pai. A palavra Erê vem de Yorubá "Ire", que significa "brincadeira, divertimento".
O Ibeji está presente em todos os rituais de Candomblé; é o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até sua adolescência, independente do Orixá que a criança carrega. Tudo de bom que vivemos em nossa infância, foi regido e administrado por Ibeji.
Na Umbanda, linha das crianças Yori, São Cosme e São Damião, Ibeji e Ibejê, linha dos Cadengos, de Curumins, do Oriente, Ibejada. Essa vibração tem nome verdadeiro de Yori, que tem por significado a potencia em ação da luz reinante ou potencia em ação pelo verbo, que traduz a potencia da luz do verbo ou do reino de Deus.
A maior parte das Entidades que se apresentam como crianças na Umbanda são seres espirituais mestres no conceito do Bem e do Puro. Com sua pureza espiritual, auxiliam na evolução dos seres humanos e, na Umbanda, ensinam aos filhos de fé que a única forma de progredir é sendo puro como é a criança. Toda essa pureza foi conquistada por essas Entidades através de milhares de anos de vivencia em vários pontos do Universo. Os espíritos que vêm trabalhar na Umbanda como crianças transmitem mensagens de amor, sabedoria e ensinam o caminho a ser percorrido, trazendo luz e pureza. São conselheiros e curadores, por isso foram associados a Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. Sua energia elimina os fluídos negativos do ambiente e dos filhos de fé. São capazes de manipular com extrema sabedoria as energias sutis da natureza, neutralizando os efeitos negativos espalhados por espíritos desejosos de praticar o mal. Possuem a energia inesgotável de uma criança e a sabedoria de um ancião.
Mesmo com todas as diferenças, pode-se notar as mesmas características em todas as manifestações, que é a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, guaraná ou suco de frutas, balas ou pirulitos, bolos e guloseimas, com os quais fazem a festa com outras crianças comuns que vão em busca dos brinquedos e guloseimas. Conta-se ainda, que Cosme e Damião são os protetores das crianças, e muitas vezes aparecem com um irmão ainda menorzinho, o Doum, que cuida das crianças pequenas.
Na igreja ou no terreiro, dia 26 (calendário Católico) ou 27 (Umbanda e Candomblé) são sagrados: São Cosme e São Damião aquecem os corações, fazendo mais alegre a criança que existe dentro de cada um de nós.
Salve São Cosme e São Damião!!!!
Texto retirado da Revista Espiritual de Umbanda - editora Escala
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