Fé e Religião


" Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar ...
Caminham juntas Fé e Religião"
Acreditar, ainda é o melhor remédio para o corpo e para a alma.
Transformar simples objetos em símbolos de fé, faz parte da vida, da crença em algo mais.
Os objetos se transformam... quando imantados pela fé.
Estamos aqui para fazer esses objetos com carinho e bom gosto, para agradar você ou seu Santo de fé.

"Boa sorte ou Boa Fé".

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Linha das crianças - Yori



Na Umbanda, são crianças...
No Candomblé eles são Erês.....
No Catolicismo, São Cosme e São Damião.

Cosme e Damião eram irmãos gêmeos, últimos deum grupo de cinco irmãos. Como acontece com vários santos, a vida de Cosme e Damião também e cercada de lendas. Dizem que eram árabes e viveram na Sicília, as margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283 DC. Praticavam a Medicina e curavam pessoas e animais sem cobrar nada. Por terem se convertido ao cristianismo e vivido na época de maior perseguição aos cristãos, foram torturados e mortos por ordem do Imperador Deocleciano. Antes, por não abrirem mão de sua fé em Cristo, foram acorrentados e atirados do alto de rochedos sobre as ondas, quando anjos os salvaram.
O culto aos dois irmãos é bastante antigo. Conta-se que em certas igrejas fazia-se o uso de um óleo santo que tinha o poder de curar doenças e dar filhos a mulheres consideradas estéreis.
No Brasil, a devoção foi trazida pelos portugueses e misturou-se com o culto aos Orixás- meninos da tradição africana ( Ibejis). Dessa mistura, nasceu uma festa brasileira, que tem nas crianças seus personagens principais.
Hoje a festa de Cosme e Damião é uma das mais populares dos terreiros de Umbanda e Candomblé.
Os santos gêmeos são tão populares quanto Santo Antônio ou São João. No dia 27 de setembro, dia da comemoração, na Bahia, as crianças saem à rua pedindo doces e as famílias se reúnem para no almoço comerem uma comida típica chamada "caruru dos meninos".
Ibejada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis. São esses os nomes para as entidades que se apresentam de maneira infantil dando conselhos, fazendo bagunça, pedindo pirulitos, balas e guaraná para as "tias e tios" que se aproximam deles no dia de festa, em comemoração aos santos Cosme e Damião, nos terreiros espalhados pelo país.
Na tradição do Candomblé, eles são Orixás crianças, mas também representam o lado criança de cada um dos demais Orixás. Algumas lendas contam que os maçabas (irmãos gêmeos), são filhos de Yemanjá, a grande mãe, e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade a Xangô, tanto que a comida servida é a mesma que caracteriza o Orixá.
No Candomblé, como Orixá não fala, a função do Erê é dar os recados do Pai. A palavra Erê vem de Yorubá "Ire", que significa "brincadeira, divertimento".
O Ibeji está presente em todos os rituais de Candomblé; é o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até sua adolescência, independente do Orixá que a criança carrega. Tudo de bom que vivemos em nossa infância, foi regido e administrado por Ibeji.
Na Umbanda, linha das crianças Yori, São Cosme e São Damião, Ibeji e Ibejê, linha dos Cadengos, de Curumins, do Oriente, Ibejada. Essa vibração tem nome verdadeiro de Yori, que tem por significado a potencia em ação da luz reinante ou potencia em ação pelo verbo, que traduz a potencia da luz do verbo ou do reino de Deus.
A maior parte das Entidades que se apresentam como crianças na Umbanda são seres espirituais mestres no conceito do Bem e do Puro. Com sua pureza espiritual, auxiliam na evolução dos seres humanos e, na Umbanda, ensinam aos filhos de fé que a única forma de progredir é sendo puro como é a criança. Toda essa pureza foi conquistada por essas Entidades através de milhares de anos de vivencia em vários pontos do Universo. Os espíritos que vêm trabalhar na Umbanda como crianças transmitem mensagens de amor, sabedoria e ensinam o caminho a ser percorrido, trazendo luz e pureza. São conselheiros e curadores, por isso foram associados a Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. Sua energia elimina os fluídos negativos do ambiente e dos filhos de fé. São capazes de manipular com extrema sabedoria as energias sutis da natureza, neutralizando os efeitos negativos espalhados por espíritos desejosos de praticar o mal. Possuem a energia inesgotável de uma criança e a sabedoria de um ancião.
Mesmo com todas as diferenças, pode-se notar as mesmas características em todas as manifestações, que é a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, guaraná ou suco de frutas, balas ou pirulitos, bolos e guloseimas, com os quais fazem a festa com outras crianças comuns que vão em busca dos brinquedos e guloseimas. Conta-se ainda, que Cosme e Damião são os protetores das crianças, e muitas vezes aparecem com um irmão ainda menorzinho, o Doum, que cuida das crianças pequenas.
Na igreja ou no terreiro, dia 26 (calendário Católico) ou 27 (Umbanda e Candomblé) são sagrados: São Cosme e São Damião aquecem os corações, fazendo mais alegre a criança que existe dentro de cada um de nós.
Salve São Cosme e São Damião!!!!



Texto retirado da Revista Espiritual de Umbanda - editora Escala

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